Quais são os custos dos acidentes de trabalho?
Os custos dos acidentes de trabalho dividem-se em diretos — despesas médicas, hospitalares, reabilitação, transporte e seguro — e indiretos, ligados a tempo perdido, danos a equipamentos, substituição e treinamento. Os indiretos costumam ser a maior parcela e, em alguns casos, imensuráveis, o que torna o investimento em prevenção e em segurança do trabalho mais vantajoso.
Todos acidentes de trabalho geram custos a mais, que podem impactar tanto o fluxo de caixa de uma empresa, como sua reputação perante a sociedade.
Investir em estratégias de segurança no ambiente de trabalho é essencial para evitar esses custos e preservar a vida no local de trabalho.
Esses custos são divididos entre custos diretos e custos indiretos.
Acidentes de trabalho também podem afetar negativamente o clima organizacional, prejudicando a motivação da equipe e a retenção de talentos.
Custos diretos de acidentes de trabalho
Basicamente, são custos diretos todas as despesas ligadas diretamente ao atendimento do acidentado, que não de responsabilidade do INSS:
despesas médicas, odontológicas, hospitalares, farmacêuticas – incluindo cirurgia reparadora e tratamento médico, internação, medicação, cirurgias e práticas de reabilitação;
auxílio acidente após a alta, caso tenha ficado com alguma redução laborativa;
despesas de reabilitação médica e ocupacional;
despesas de transporte do acidentado durante o tratamento quando o estado crítico exigir;
seguro de acidente.
Além disso, a legislação brasileira estabelece que as empresas devem arcar com os custos dos acidentes de trabalho de seus colaboradores, incluindo despesas com auxílio-doença, auxílio-acidente, aposentadoria por invalidez e pensões por morte.
Custos indiretos de acidentes de trabalho
Empresas que registram um maior número de acidentes ou doenças ocupacionais podem enfrentar custos indiretos mais elevados:
Salários pagos durante o tempo perdido por outros trabalhadores que não o acidentado.
O período onde os companheiros param para socorrê-lo, comentar o ocorrido ou prescindem da ajuda do acidentado.
Máquinas danificadas no acidente de trabalho.
Tempo de ida e volta ao ambulatório médico, tempo de espera para atendimento, tempo gasto em curativos.
Salários adicionais pagos por trabalhos em horas extras.
Atrasos na produção ou serviços urgentes de reparo ou por substituição de equipamento envolvido no acidente.
Salários pagos a supervisores durante o tempo extra em atividades decorrentes do acidente.
Salários pagos a funcionários durante o tempo gasto na investigação do acidente.
Gatos burocráticos com preenchimento de formulários e processamento de documentos.
Além dos custos mencionados, é importante considerar o impacto no bem-estar dos funcionários, que pode afetar a produtividade e a saúde financeira da empresa.
Os custos de afastamento do trabalho podem recair para o governo, por meio da seguridade social, incluindo pagamentos do INSS como auxílio-doença e aposentadoria por invalidez.
[Post] ISO 45001: Ações que ajudam a evitar acidentes no local de trabalho
Os custos indiretos de acidentes de trabalho não param por aí…
Assim, os custos indiretos continuam a crescer:
Diminuição da eficiência do acidentado ao retornar ao trabalho.
Despesas com o treinamento do substituto do acidentado.
Geralmente no período de treinamento o substituto produz menos que o normal. Além disso, existe os salários pagos aos supervisores ou outras pessoas no treinamento do substituto.
Custo do material ou equipamento danificado no acidente
Custo de reposição ou substituição deve ser computado neste item.
Despesas médicas não cobertas pela entidade seguradora.
Nos ambulatórios da empresa, despesas com o pessoal médico, enfermeiras, medicamentos e instrumental, etc.
Outros (aluguel de equipamento, multas contratuais, custo de admissão de novos empregados, dificuldades com as autoridades e má fama para a empresa).
Além dos gastos com possíveis processos judiciais e indenizações e possibilidade de denegrir a imagem da empresa.
A empresa também deve considerar o impacto do Fator Acidentário de Prevenção (FAP) nas alíquotas do GIIL-RAT e nos custos com a folha de salários, especialmente em relação às aposentadorias especiais e benefícios decorrentes de acidentes de trabalho.
Identificar e minimizar os riscos associados à falta de práticas ergonômicas e ao uso inadequado de EPIs é crucial para proteger a saúde dos trabalhadores e evitar custos financeiros e legais para a empresa.
Percebemos então que os custos indiretos além de corresponderem pela maior parcela do custo em alguns casos esse custo pode ser imensurável.
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